30 de março de 2009

Em miúdos

A felicidade é uma coisa engraçada, não é?!
Vivemos com o que às vezes parece ser o único objetivo de vida, que é encontrá-la, e quando acontece, não nos damos por satisfeitos e insistimos em achar algum defeito.
Reclamamos que algo não era tão verde como desejávamos, que não tinha todas as bolinhas coloridas que pedimos, que tem um amassado no fim da página e/ou um verso sem rima.
Perfeccionismo até para ser feliz.
Não nos contentamos nem com um quase cheio...
Existe algum momento de felicidade plena?
Sim, existe.
E é tão gostoso quando você decide abrir mão de problemas e dedica-se a vivê-la e só!
É um só com sensação de todo.
Você é feliz como um todo. Como uns todos.
Sou uma pessoa otimista, muito por sinal.
Quando tenho que pensar em problemas faço uma tabela mental e verifico quem ganha no placar "felicidade x problema".
Não é que eu viva no País das Maravilhas, até tento, mas isso é impossível com a vida adulta. Da Terra do Nunca nem passei perto, cresci e assumo o lado chato disso.
Estou feliz, plenamente, com o copo transbordando.
Não tenho medo de dizer isso, não tenho medo de inveja.
Desejo é que todos encontrem verdadeiros motivos para sorrir e sentir o coração pulando, que nem a boba alegre aqui.

27 de março de 2009

Vampiros de energia

Acho que muita gente vai se identificar com esse post. Seja da parte sugada, seja no ato vampírico.
Um dia desses, num desses encontros casuais, eu, ela e ela , conversávamos numa mesma janela de um certo comunicador instantâneo. Um papo super cabeça, lindo de viver, digno de orgulhar as respectivas mamys. De repente, não mais que de repente, surge um assunto que inicialmente possui um duplo sentido até legal: os sugadores de plantão.
Você acorda numa vibe super positiva, com energia saindo pelos poros, faz suas preces e orações, olha no espelho e constata: você é linda até quando acorda. Fica feliz pela noite bem dormida comida, percebe sua cútis de pêssego.
Eis que surge uma outra pessoa nesse início de dia perfeito.
Corre, corre, corre, que vai chover.
Essa pessoa ainda nem abriu a boca, mas pode encaixar-se em 10 tipos de vampirismo vírgula que são dois pontos
Vampiro cobrador, crítico, adulador, reclamador, inquiridor, lamentoso, pegajoso, grilo-falante, hipocondríaco, encrenqueiro.
Para saber cada característica, visite o site bemzen.com. [link devidamente cedido por D.Lélis]
Continuando...
Se você não correu - olha a chuva! - seu dia não será mais o mesmo. Acabou, querida!
O primeiro sintoma será o desânimo, uma vontade louca de voltar a dormir, e será acompanhado de raiva de tudo e todos, que só tende a piorar.
Carregue seu patuá, suas preces em mente, tudo para formar um escudo. Proteja-se.
Óbvio que já fui vampira nessa vida porém fiz o bem da nação e felicidade de todos, serrei minhas presas e agora sou somente um vampiro doidão e quero morrer todo peladão.

24 de março de 2009

A volta dos que não foram

Quanto tempo, quanta saudade de escrever!
23 dias, pois minha escrita é muito transparente e eu não queria colocar determinadas coisas aqui. É que o amadurecimento trouxe o aprendizado.
Verão já passou, carnaval já passou. Ambos muito bem aproveitados.
Ontem passou um aniversário muito importante e eu fiquei frustrada de não conseguir falar com minha amada.
Cortei o cabelo, está bem curto, curto mesmo, na nuca, curtinho.
O outono chegou! Estação que inclui meses que tanto gosto.
É tão bom dormir com friozinho (de onde venho, qualquer brisa é frio), ter clima para tomar um bom e viciante capuccino, usar cobertor, dormir aninhada sem transpirar horrores...
Estou vivendo o outono na minha vida também: folhas caem para um grande momento de renovação que é na a primavera. Mudanças.
Adiando alguns sonhos para viver outros, troca justa. Confesso que meu desejo era trabalhar e estudar mas não vou ficar emburrada por não fazê-lo (motivos chatos que não dependem da minha boa vontade).
O cotidiano diferente do que eu sempre vivi está servindo como aprendizado também.
Não tenho como abraçar o mundo com as pernas, caso pudesse, já estaríamos atracados. Aprendi isso também, custou mas aprendi.
quero aprender com o teu pequeno grande coração, meu amor, meu amor...

1 de março de 2009

Querido diário,

Existem problemas maiores que os meus, isso é fato. 
É que sou humana e tenho aquele egoísmo nato que me induz a pensar o contrário.
Sim, o egoísmo nasce conosco e pode ser observado no inocente choro de um bebê que insiste em ter sua mãe, chupeta in natura e fábrica de leite, a todo momento.
Ok, admito que viajei.
Seguindo meu desabafo inicial, meus problemas são os maiores do mundo sim!
Eu que sinto, choro, sofro e tento resolver!
Que ninguém venha citar a fome mundial, o HIV, que aí seria covardia.
Também nada de falar de morte: nosso sofrimento e temor são consequentes da nossa cultura.
Terremoto, homem-bomba, seca?!
Crise mundial?!
Desemprego?!
Meus problemas [...]
Meus.
Problemas.
Minhas.
Dificuldades.
Meus problemas e dificuldades são os maiores dentro de mim. Alastram-se e contagiam quem está perto. Os que estão longe também!
Infelizmente não tenho poder o bastante para amenizar dores e proporcionar alívio. É horrível sentir impotência quando o que mais queremos é ser herói, salvar o mundo e aqueles que amamos.
Talvez meus problemas não sejam os maiores...
... mas são os que provocam os maiores estragos dentro de mim.
Dentro de mim.