Rio de Janeiro, 14 de Julho de 2009.

  • *Tanatologia
Quem sabe a morte, angústia de quem vive [...]
Quem sabe a morte?
Quem sabe da morte?
É um processo natural do envelhecimento, da vida. E quando ocorre antes?
Acreditar que existe um motivo para tudo é o que conforta, o que tenta explicar o inexplicável.
A única certeza é a necessidade de viver o luto, ignorar o fato só adiaria o sofrimento.
Olhar objetos e organizá-los é necessário. Transferir essa tarefa também só adiaria um choro extremamente saudável.
É hora de lavar a alma, lavar tudo de dentro pra fora.
Falar sobre já é mais delicado, melhor fazê-lo com poucos, geralmente os que dão a força diária.
É na hora do sofrimento que você se vê cercado só de quem se interessa.
Eu já imaginava que é mais fácil se aproximar na hora da farra, da festa, da felicidade em si. Não reconhecia que a dor afastava, que o olhar marejado causava aversão. Mesmo tendo uma experiência anterior num período de depressão.
Comum não saber o que falar num momento desses, estranho é o abandono e o descaso.
Um e-mail, uma mensagem, a solidariedade do outro tem sido raridade mas quando ocorre gera um conforto que revigora.
Entender o silêncio também é essencial!
O momento de falar, de receber visitas, já passou. Esse foi durante a internação, numa busca constante de esperança. Agora o momento é de recuperação, da tentativa de restabelecer as energias.
Descobri uma força tanto física quanto psicológica que nem sonhava que existia. Passei a enxergar fatos que antes ignorava e/ou relevava.
De uma forma muito estranha, tudo tem seu lado positivo. Às vezes é difícil enxergar, mas ele existe.
É a vida, é o viver.
*Tanatologia: estudo da morte.

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Tah escreveu às 10:30h
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Rio de Janeiro, 13 de Julho de 2009.

  • Nas Aflições da Vida
Prefácio: Podemos pedir a Deus favores terrenos e Ele no-los pode conceder, quando tenham um fim útil e sério. Mas, como a utilidade das coisas sempre a julgamos do nosso ponto de vista e como as nossas vistas se circunscrevem ao presente, nem sempre vemos o lado mau do que desejamos, Deus, que vê muito melhor do que nós e que só o nosso bem quer, pode recusar o que peçamos, como um pai nega ao filho o que lhe seja prejudicial. Se não nos é concedido o que pedimos, não devemos por isso entregar-nos ao desânimo; devemos pensar, ao contrário, que a privação do que desejamos nos é imposta como prova, ou como expiação, e que a nossa recompensa será proporcionada à resignação com que a houvermos suportado. (O Evangelho Segundo o Espiritismo, cap. XXVII, nº 6; cap. II, nº 5 a nº 7.)

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Tah escreveu às 11:53h
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